🐾 Terapia Assistida por Animais: Conexões que Curam

 Você já percebeu como a presença de um animal pode mudar o nosso humor quase que instantaneamente? Agora imagine esse vínculo sendo usado de forma terapêutica, com propósitos específicos de promoção da saúde física e emocional. Assim é a Terapia Assistida por Animais (TAA): uma abordagem que une a sensibilidade humana ao instinto acolhedor dos animais.

A ideia de que os animais têm um papel terapêutico não é nova. Registros históricos mostram que, já no século XVIII, na Inglaterra, pacientes com distúrbios mentais conviviam com animais em instituições como forma de estímulo emocional, mas foi nos Estados Unidos, por volta da década de 1960, que a TAA começou a ser estruturada como prática profissional. Um dos pioneiros foi o psiquiatra Boris Levinson, que observou melhorias surpreendentes em seus pacientes autistas quando seu cão estava presente nas sessões.

Desde então, a Terapia Assistida por Animais tem ganhado espaço em diversas áreas da saúde. Cães, gatos, cavalos e até coelhos são utilizados com objetivos terapêuticos, sempre sob a orientação de profissionais da saúde — psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, entre outros — e com animais treinados para esse tipo de interação.

Mas afinal, para que serve a TAA?

Essa modalidade terapêutica pode contribuir para:

  • Redução da ansiedade e sintomas depressivos

  • Estímulo à comunicação e à socialização

  • Apoio emocional durante tratamentos médicos

  • Reabilitação física e motora

  • Aumento da autoestima e sensação de bem-estar

A presença do animal facilita o vínculo entre terapeuta e paciente, cria um ambiente mais leve e pode ser um poderoso motivador para a participação ativa na terapia.

A TAA não substitui outras formas de tratamento, mas atua como um recurso complementar, humanizando o cuidado e promovendo ganhos significativos no processo terapêutico.




🐶 Animal de Apoio Emocional: Como Funciona e Quais os Direitos do Tutor?

Diferente dos animais de estimação comuns e dos animais de serviço (como cães-guia), os animais de apoio emocional são prescritos por profissionais da saúde — como psicólogos e psiquiatras — para auxiliar no tratamento de transtornos mentais ou emocionais, como ansiedade, depressão, TEA, fobias ou síndrome do pânico.

Eles não precisam de treinamento especial, como os animais de serviço, mas sua função é proporcionar conforto e segurança emocional ao tutor. A presença do animal pode reduzir sintomas de estresse, medo e crises emocionais.

✍️ Como conseguir o reconhecimento do animal como apoio emocional?

  1. Avaliação profissional: Um psicólogo ou psiquiatra deve avaliar a necessidade terapêutica do paciente e, se for o caso, emitir um laudo ou atestado declarando que o paciente se beneficia do apoio emocional de seu animal.

  2. Documentação: Esse laudo deve conter:

    • Dados do profissional (nome, registro profissional, contato);

    • CID (Classificação Internacional de Doenças) do transtorno;

    • Justificativa clínica para o uso do animal como apoio emocional;

    • Identificação do animal (nome, espécie, raça, idade).

  3. Comprovação da saúde do animal: O tutor também deve apresentar a carteira de vacinação atualizada e um atestado veterinário confirmando que o animal está saudável e apto a conviver em ambientes públicos.

✈️ E para viajar com o animal na cabine do avião?

As companhias aéreas têm regras específicas que podem variar. No Brasil, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) não exige que as companhias aceitem animais de apoio emocional como exceção à política regular de transporte de pets — ou seja, depende da política da companhia aérea.



Em geral, para que a companhia permita o embarque do animal na cabine como apoio emocional, será necessário:

  • Enviar o laudo psicológico com antecedência (algumas exigem até 48h ou mais);

  • Apresentar a documentação do animal;

  • Preencher formulários específicos da companhia;

  • Em alguns casos, o animal precisa estar com guia ou peitoral com identificação de apoio emocional.

Vale lembrar que algumas companhias internacionais já deixaram de aceitar animais como ESA na cabine sem custo adicional, limitando essa permissão apenas a animais de serviço devidamente treinados (como cães-guia). Por isso, é essencial consultar a companhia aérea antes de viajar.


Dica importante: Levar um animal como apoio emocional é um direito que deve ser usado com responsabilidade. Ele deve ser equilibrado, dócil e acostumado com ambientes diversos para evitar estresse ou riscos a terceiros.

Na Casa Azul Psicologia: Ser & Viver, acreditamos no poder das conexões genuínas — com as pessoas, com a natureza e, claro, com nossos companheiros de quatro patas. 💙🐶

Postagens mais visitadas deste blog

O Menestrel - William Shakespeare

A teoria dos afetos de Baruch de Espinosa

Ansiedade sob o olhar da Fenomenologia Existencial